Em defesa de uma Lei Suprema (PDF) Versão em Português

Por que é necessário rejeitar o “casamento” de pessoas do mesmo sexo e enfrentar o movimento homossexual

A decisão do Supremo Tribunal Federal no processo Lawrence x Texas, em 26 de junho de 2002, negou na prática a existência da Lei Eterna divina e da Lei Natural, e estabeleceu sua própria ―moralidade‖ atéia e anárquica.

A maioria de 6 votos a 3 declarou a liberdade como suprema norma do pensamento e do agir humanos: ―No âmago da liberdade está o direito de cada um definir seu próprio conceito de existência, de sentido do Universo e do mistério da vida humana‖.

Em nome dessa liberdade absoluta, o Tribunal estabeleceu como um direito garantido pela Constituição a prática da sodomia. Além disso, o Tribunal instalou as bases legais para uma futura decisão garantindo proteção constitucional para o casamento homossexual, ao fazer as seguintes afirmações:

A liberdade presume uma autonomia da pessoa que inclui … certas condutas íntimas. …

Os adultos podem optar por estabelecer esse relacionamento nos limites dos seus lares e na sua vida privada, mantendo sua dignidade como pessoas livres.

Quando a sexualidade encontra expressão manifesta numa conduta íntima com outra pessoa, a conduta pode ser apenas um elemento num vínculo pessoal mais duradouro. A liberdade protegida pela Constituição concede às pessoas homossexuais o direito de fazer essa escolha. …

Pessoas num relacionamento homossexual podem procurar autonomia para esses propósitos, tanto quanto as pessoas heterossexuais.

Em vista da premissa de liberdade absoluta e de ―autonomia da pessoa‖, a limitação do novo direito, estabelecida na decisão judicial, da prática da sodomia dentro dos ―limites dos seus lares‖ não pode ser mantida logicamente ou durante muito tempo. Como bem observou o Juiz Antonin Scalia, em seu parecer discordante, a decisão do Supremo

Tribunal efetivamente decretou ―o fim de toda a legislação moral.

O embate entre dois países

O Juiz Scalia ressaltou ainda que o Supremo Tribunal ―tomou partido na guerra

cultural.

Essa guerra cultural divide os Estados Unidos.

De um lado está um amplo setor do público americano que de há muito se angustia com o abandono da lei de Deus. São os americanos que adotam a lei geral, não escrita, mantida desde a fundação do país, de que Deus não deve ser ofendido, mas venerado, e que a origem da nossa grandeza é essa veneração e obediência a uma lei moral cristã baseada nos Dez Mandamentos e na Lei Natural.

Para os americanos fiéis aos Dez Mandamentos, é simplesmente óbvio que, se os Estados Unidos virarem as costas para Deus e Sua Lei, Deus também virará as costas para os Estados Unidos.

Do lado contrário estão os Estados Unidos libertário, que adota o princípio filosófico da liberdade absoluta. Isso conduz ao estabelecimento de uma ―moralidade‖ atéia e anárquica, que demonstra crescente intolerância para o que ainda resta de Civilização Cristã e de ordem natural em nossa cultura e nossa sociedade. Entre esses resíduos estão as sagradas instituições do matrimônio e da família.

“Casamento” entre pessoas do mesmo sexo, passo decisivo na ofensiva homossexual

Baseando-se na decisão do Supremo Tribunal Federal no processo Lawrence x Texas, o Supremo Tribunal de Justiça de Massachusetts decidiu, em 18 de novembro de 2003, no processo Goodridge x Departamento de Saúde Pública, que duas pessoas do mesmo sexo têm, pela constituição do Estado, o direito de se casarem.

Como a decisão do processo Lawrence, a do processo Goodridge de Massachusetts repercutiu, multiplicando os problemas criados cinco meses antes pela decisão do Supremo Tribunal, e prendeu a ateNção de todos no debate sobre a homossexualidade.

Ambas as decisões eram de vital importância para o movimento homossexual. De fato, o movimento deve persuadir a opinião pública de que a homossexualidade é normal, apesar de diferente. Contudo, a homossexualidade nunca será plenamente aceita como normal enquanto os pares homossexuais não puderem se ―casar‖. Daí o esforço do movimento para atingir gradualmente esse marco psicológico. Como não lhe é possível alcançar o ―casamento‖ homossexual imediatamente, trabalha a favor de uniões civis, parcerias domésticas ou de benefícios, todas apresentadas como concessões, mas que são na realidade pedras colocadas para vadear o rio da oposição pública.

Estratégias para a vitória

A defesa bem sucedida do casamento tradicional e da família, pelos americanos fiéis aos Dez Mandamentos, fará cessar a ofensiva homossexual. Mas, para se obter a vitória, a ampla coalizão que ora defende o matrimônio e a família nessa guerra cultural deve trabalhar com empenho para dissipar a confusão astutamente difundida pelo movimento homossexual sobre o assunto. Devemos refutar os sofismas, mitos e erros doutrinários que impedem muitos americanos de se juntarem a nós nesse combate.

A Sociedade Americana de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP) publica este livro como contribuição ao esforço geral da coalizão. Neste texto, nós investigaremos o programa do movimento homossexual e seus objetivos imediatos e

últimos. Discutiremos suas táticas, refutaremos seus argumentos e desfaremos o emaranhado enganoso com que romanceia o modo de vida homossexual. Mostraremos como o movimento tem uma cosmovisão baseada numa falsa moralidade e num misticismo erótico neopagão, completamente oposto ao Cristianismo e à Lei Natural.

Os fundamentos morais da sociedade devem ser restaurados

A razão mais profunda das impressionantes vitórias do movimento homossexual, contudo, não reside na sua força, mas na nossa fraqueza. Essa fraqueza resulta de um longo esforço ao longo de décadas para embaçar a linha divisória entre o bem e o mal, o certo e o errado. Tal esforço conduziu a uma perda generalizada do senso do pecado e ao declínio dos padrões de moralidade pública.

Uma reação efetiva contra a ofensiva homossexual deve empenhar-se, portanto, em reverter esse problema moral subjacente. Deve revigorar os fundamentos morais da sociedade, colocando-os firmemente nos Dez Mandamentos e na imutável Lei Natural. Deve criar o clima moral para que a homossexualidade seja rejeitada.

Na medida em que a moral cristã seja restaurada nos indivíduos e na sociedade como um todo, a ofensiva homossexual enfraquecerá e se extinguirá, como um fogo devastador privado de oxigênio.

Então Deus reinará nos corações dos homens, e o país pode esperar da generosidade divina todas as graças e bênçãos. Quaisquer que sejam então as decisões dos Tribunais, os Estados Unidos serão de fato ―uma nação unida sob a proteção de Deus.

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