A Reforma Agrária socialista e confiscatória

Nesta hora em que a TFP lança ao País um brado de alerta para a eventualidade, nada remota, da aplicação em todo o território nacional de uma Reforma Agrária socialista e confiscatória, apraz recordar análoga atitude que a entidade assumiu vinte anos atrás.

Um irresistível movimento de inconformidade com a orientação fortemente esquerdista do Governo João Goulart desfechara na Revolução de 64. E entre os gravames então formulados pela imensa maioria dos brasileiros contra o Presidente deposto, tinha acentuado realce a inconformidade de todo o País – exceção feita de amigos políticos a-ideológicos, de remanescentes de Partidos centristas que deles se haviam afastado, do PTB, de pequenas minorias fortemente ideologizadas, constituídas por eclesiásticos, plutocratas e intelectuais, bem como dos aderentes do sempre esquálido PCB – com as intenções agro-reformistas que aquele Governo acalentava.

“Agro-reformistas”, acaba de ser dito. E o qualificativo é correto. Porém quiçá insuficiente, pois designa a reforma sem lhe especificar o espírito e o rumo. Dir-se-ia com mais precisão “agroigualitárias”, expressão que faz ver, ademais, o sentido do reformismo agrário nacional, pois este tende desde logo para a supressão das propriedades grandes e médias, e a transformação de nossa estrutura fundiária em uma imensa rede de assentamentos compostos de indivíduos nivelados no que diz respeito a sua condição pessoal enquanto “assentados” (cfr. Parte II, Comentário ao n.o 137). *

Faça já o download gratuito do livro!